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Teresa Almeida, presidente da CCDRLVT, e o professor Carlos Gaspar foram os oradores do webinar “Europa – Tempo de agir; por uma recuperação justa, verde e digital” durante o qual a AI9 assinalou o lançamento do projeto “Competências Digitais para todos” no concelho de Almada.

AI9

Ao longo dos próximos sete anos Portugal deverá receber, em fundos comunitários, cerca de 56,21 mil milhões de euros. 15,3 mil milhões do Fundo de Recuperação, 29,8 mil milhões em subvenções, no âmbito do Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027 e cerca de 11,11 mil milhões de euros do Portugal 2020, ainda em execução. 

A prioridade é combater a crise económica e social, criada pela pandemia, mas o governo irá investir, também, nas áreas da Resiliência, Transição Climática e Transição Digital. As componentes do Plano de Recuperação e Resiliência, a definição da estratégia europeia para a próxima década e o papel de Portugal, nesse processo, foram o mote do webinar que a Associação para a Inovação e Empreendedorismo Social e Digital (AI9) promoveu.

Um encontro virtual que contou com mais de cem participantes e com o qual a Associação assinalou o lançamento oficial do seu projeto “Competências Digitais para todos”, no âmbito da DLBC, Desenvolvimento de Novas Estratégias Locais de Intervenção Social em Almada. Um projeto inovador e experimental, nas áreas social e digital, aprovado e financiado pelo Programa Operacional Regional (POR) de Lisboa 2020. 

Teresa Almeida, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) e gestora do “POR Lisboa 2020”, fez questão de “elogiar” o empenho da AI9, por apostar no alargamento da sua abrangência, comparando o esforço da associação com o do país que tem sido notificado como Estado cumpridor, no que diz respeito à execução dos Quadros Comunitários de Apoio.

 “Nós temos sido capazes de responder e concluir com êxito cada um dos Quadros Comunitários anteriores. Felizmente temos estado à altura de corresponder aos desafios e temos sabido negociar quadros que são, cada vez mais, estratégicos. Ou seja, não existem para dar resposta aos problemas específicos de cada estado membro, mas, sim, para alavancar o posicionamento estratégico que a Europa tem de ter no mundo”. 

Posicionamento esse que, segundo Carlos Gaspar, terá que estruturar-se numa redução de dependência externa. “Quando se fala da diversificação das cadeias de valor, falamos em reduzir, drasticamente, a dependência da economia europeia em relação à economia chinesa. É isso que está definido na estratégia europeia”, lembra o professor e investigador do Instituto Português das Relações Internacionais da Universidade Nova de Lisboa.

Reforçando a relevância das componentes do Plano de Recuperação e Resiliência, Teresa Almeida não quis deixar de enaltecer, durante o webinar que teve como moderadores António Canhão e Catarina Serra, associados fundadores da AI9, as áreas da formação e da capacitação como pilares essenciais da estratégia nacional para o desenvolvimento social e económico.

“Conseguimos estar preparados para fazer a transição para o digital. Temos capacidade de perspetivar e adaptar. Privilegiando a formação nas componentes digitais, com emprego assegurado, e apostando na capacitação. Haverá, infelizmente, perdas de postos de trabalho, mas todos sabemos que a progressão é feita à custa de alguns setores que acabam prejudicados. Havendo capacidade de reconversão, podemos acautelar algumas situações”. 

Neste momento Portugal está sob a incidência de três grandes fontes de financiamento europeu, o programa Portugal 2020, que terminará em dezembro de 2023, o Plano de Recuperação e Resiliência, que dá resposta à chamada “Bazuca” da Europa, e o Programa Portugal 2030 que deverá começar a ser executado em 2022.

Para saber tudo o que se passou pode assistir ao vídeo disponível no nosso canal do YouTube. 

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